Archive for October, 2013

October 30, 2013

Instalação da bomba aumentou frequência na escola de Camaiúpa

Por: José Augusto Mendonça

Idem

A frequência das crianças na escola do Ensino Básico Unificado “Malam Bacai Sanha” na localidade de Camaiúpa, Arredores de Catió, na região de Tombali aumentou de forma considerável, após a instalação duma bomba alimentada por energia solar, através de painéis ali instalados.

Antes, as crianças eram acometidas de doenças diarreicas como a cólera e cólicas abdominais devido ao consumo de água de poços e, sobretudo, da lagoa.

Por isso, muitos alunos ficavam de baixa em casa. “Hoje os casos são raros”, sintetizou a Directora da escola que lecciona de pré-primária à 6ª classe, Segunda Teixeira que associa o facto a instalação da bomba.

A decisão da instalação da bomba é muito importante e chegou na boa altura, uma vez que, como se sabe, as crianças, por falta disso, viam-se obrigadas a recorrerem aos poços e lagoas, correndo os riscos de importarem doenças para si.

“Éramos obrigados a ir a procura de água a tabanca para preparar os alimentos (os géneros distribuídos pelo Programa Alimentar Mundial) e para lavar as mãos depois das refeições”, explicou a Finda da Costa, estudante de 3ª classe de 13 anos, que acrescenta que com a colocação desta bomba as coisas melhoraram. “Além do mais a água é muito saborosa”!

“Temos um recipiente ao qual enchemos de água da bomba para os alunos consumirem durante as aulas”, indicou a Directora da Escola, Segunda Teixeira.

Uma segunda bomba foi também construída para o abastecimento dos populares de arredores da escola, mas que entretanto, hoje, tem alimentado também 11 tabancas arredores de Camaíupa.

Domingos Correia, de 56 anos natural e residente em Camaíupa, não cabe em si de felicidade pela iniciativa da UNICEF. “Os meninos percorriam uma longa distância até a lagoa do porto para obterem agua”, lamentou ao refazer o retrato do antes da instalação da bomba.

Ele que foi escolhido como Presidente do Comité de Gestão da Bomba destinada a abastecer a população, martelava na sorte da povoação por ter sido escolhida para beneficiar deste “presente” da UNICEF.

Cada vez que for usado o utente disponibiliza a simbólica quantia de 25 Francos CFA, que se reverte para o fundo de assistência a própria bomba criada para manutenção e aquisição de peças sobressalentes. Segundo o Presidente do Comité de Gestão a bomba funciona três horas por dia.

 

“O facto de o furo estar situado num bom canal com água potável gostosa, oferece-nos toda a segurança para consumi-la”, observou Domingos Correia, salientando que difere muito ao líquido que antes consumiam dos poços e que eram portadoras de “bichos” que traziam doenças.

As duas bombas são alimentadas por um reservatório em plástico com capacidade de 5 mil litros, bombeados através de um sistema de energia gerado por um painel solar.

 

 

 

October 30, 2013

Access to clean drinking water a human right concern

By Gertrude Ankah Nyavi, Banjul- Gambia

Girl looking for water in Africa

Water is a human rights issue

 

 

 

 

 

 

 

 

African governments have been urged to see accessibility to clean drinking water as a human rights issue other than a basic need and essential to the realisation of all human rights.

Making the call, the NGO Forum on Human Rights in Africa also asked Africa’s Commission on Human Rights to urge AU states to cooperate in the management of their trans-boundary water resources, as expressed in international customary law, in accordance with their human rights obligations.

Recallingthe Resolution of the African Commission requiring a human rights-based approach to natural resources, including water resources, the group said the Commission had been charged to ensure African states protected the quality of international water resources as sources of drinking water.

At a briefing with a member of the commission in-charge of Economic, Social and Cultural Right, Mrs Sahli Fadel Maya on a resolution to be presented at the 54rd African Charter on Human and People’s Rights in the Republic of Gambia on Wednesday October 23, the group also called on governments to first secure water allocation to satisfy vital human needs.

This, they said included drinking water as well as water for subsistence farming and water for securing the livelihood of dependent riparian populations, in determining an equitable and reasonable use of an international watercourse or aquifer.

According to the group, Africa has 63 trans-boundary river basins, representing 93% freshwater of the continent, which indicates every African country has a trans-boundary watercourse.

They emphasised that freshwater is a key factor in sustainable development and is essential for the protection of basic human rights, e.g. health, food, and energy.

The NGOs observed that climate change, water overuse and pollution jeopardised the human rights of present and future generations. Using Chad as an example, they said the surface area of Lake Chad had decreased from 25’000km2 to 1’500km2 between 1960 and 2000.

They added that the risk of water tensions had massive impact on human rights; hence there was urgent need for a legal framework for cooperation to secure human rights.

The NGOs therefore called for the establishment of multi-stakeholder management mechanisms, while ensuring that communities and individuals accessed information, and participated in the human rights impact assessment and decision-making concerning the management of international surface and groundwater resources.

They also urged the Commission to ensure that communities and individuals were entitled within their respective jurisdiction to judicial, administrative or other remedies, when the right to water and sanitation of an individual of a riparian state was threatened or violated by the activity of another state sharing the same aquifer.

The NGOs including WaterAid, Waterlex and Green Cross, raised the need to respect the principle of non-discrimination within and among neighbouring populations, and take into account the needs of vulnerable and most marginalised people, including women and children as well as displaced people, while implementing obligations.

Meanwhile, all is set for the official opening of the 54rd African Charter on Human and People’s Right to be held at Banjul in the Republic of Gambia. During the session, selected members of African states are expected to submit their human right performance report to the commission. The commissioners will then make follow up enquiries as to why some obligations were not been met by those countries.

Also, NGOs who have observatory status ACHP will be given fifteen minutes to present statement issues on human right in their various countries.

The African Charter on Human and Peoples’ Rights (also known as the Banjul Charter) is an international human rights instrument that is intended to promote and protect human rights and basic freedoms in the African continent.

Oversight and interpretation of the Charter is the task of the African Commission on Human and Peoples’ Rights, which was set up in 1987 and is now headquartered in Banjul, Gambia. A protocol to the Charter was subsequently adopted in 1998 whereby an African Court on Human and Peoples’ Rights was to be created. The protocol came into effect on 25 January 2005.

October 28, 2013

Lancement du Think Tank Assainissement pour l’Afrique (TTAA) : Donner une réponse africaine aux problèmes d’assainissement des pays du continent

Photo 2

 

 

 

 

 

 

 

 

A la faveur d’un atelier tenu le vendredi 25 octobre à la salle de conférence du Ministère en charge de la santé, EAA-Bénin a procédé au lancement du Think Tank africain financé par la Fondation Bill et Melinda Gates en présence des acteurs du secteur mobilisés. Une initiative bien accueillie  des uns et des autres pour l’accompagnement qu’elle garantit dans la formulation des politiques et stratégies. Au cours de l’atelier, les participants ont également validé les données GLAAS dans le processus conduit par l’OMS pour  ONU-Eau avant de se prononcer sur le mémorandum du Bénin pour le Forum de Haut Niveau d’Abidjan.  

Réduire le gap entre les politiques et les pratiques dans la recherche d’une réponse efficace aux problèmes d’assainissement des pays. C’est tout l’enjeu de l’initiative Think Tank destinée à « accompagner les Etats dans la formulation de leurs politiques sur la base des réalités du terrain ». « C’est une boite à idées africaine pour repenser nos politiques d’assainissement en cessant d’être un réceptacle d’idées pour des générateurs de connaissances », a martelé Hector Kpangon, Chargé de programmes à EAA-Bénin. Il ajoute qu’elle vient pour contribuer à la prise en compte des réalités de terrain dans la définition des politiques et stratégies d’assainissement dans nos pays. Car, bien qu’abordé depuis plusieurs années, le problème de l’assainissement demeure encore « complexe » parce qu’il y a des interconnexions politique, politicienne, financière, technique, institutionnelle et socioculturelle. Une raison bien importante qui justifie l’avènement de cette initiative qui, tout en répondant à la déconnexion politique-pratique, vise à collaborer avec les gouvernements et collectivités locales, les donneurs, les entités régionales et ONG nationales et internationales. De même, elle permet de « valoriser l’évidence pour aborder et alimenter l’influence d ;un agenda politique et les choix d’échelle en Afrique et au Benin. Pour l’heure, le Think Tank Africain se fondera sur trois piliers : les modèles économiques d’assainissement pour une livraison à l’échelle, les approches d’assainissement basées sur la demande et l’assainissement autonome.

Au total, pour les participants, l’initiative du Think Tank est la bienvenue pour la plus-value qu’elle apportera en termes de réflexions fondées sur les réalités et spécificités du terrain. Et les participants dans leur ensemble, ont insisté sur la nécessité pour cette initiative, de mettre en synergie toutes les compétences et de ne pas s’écarter des dynamiques en cours.

Les données GLAAS désormais validées Photo 1G

 En ouvrant les travaux de cet atelier, le Directeur National de la Santé Publique (DNSP), Orou Bagou Yorou Chabi, a souligné toute l’importance de cet exercice visant à renseigner le questionnaire GLAAS. En effet, initiative de ONU-Eau mise en œuvre par l’OMS, GLAAS vise à compléter  le processus d’examen du secteur et à aider à l’évaluation de l’état de l’environnement pour voir s’il est favorable, notamment du point de vue des ressources financières et humaines consacrées à l’assainissement, à  l’eau potable et à l’hygiène (WASH, tout en identifiant les obstacles et les facteurs favorables. Les données de chaque pays permettront d’orienter les hauts responsables dans les gouvernements des pays en développement et les organisations donatrices en mesure de conseiller les ministères et les décideurs au plus haut niveau.

Tout en saluant EAA-Bénin pour sa facilitation dans ce processus, le Directeur Orou Bagou Yorou Chabi, a rappelé qu’après le travail fait par les points focaux des ministères sectoriels, l’atelier devrait permettre de passer à la validation des informations collectées avant leur compilation et leur consolidation.

Ainsi, très assidus, les participants ont passé en revue chaque réponse renseignée aux questions. Un exercice  qui a donné lieu à de vifs échanges entre les acteurs jugés instructifs par le modérateur Félix Adégnika qui a félicité les uns et les autres pour cette proactivité. Au terme de cet exercice, certains points focaux notamment ceux de la Direction Générale de l’Eau  et de la Direction Nationale de la Santé  Publique ont été appelés à fournir les éléments d’informations qui manquent.

Abordant le dernier point à l’ordre du jour, les participants ont décidé de l’élargissement du comité de relecture du document de mémorandum pour prendre en compte les observations des participants.

La rencontre a pris fin sur une note de satisfaction des participants dorénavant sensibilisés sur le Think Tank et repartis après ces échanges qui contribueront, pour les données GLAAS, de se doter informations fiables d’aide à la décision et à notre pays, pour le Forum de Haut Niveau, de disposer de son mémorandum pour cette rencontre attendue de tous les vœux.     

 

October 27, 2013

Beware! You may be eating more than food

By Edmund Smith-Asante, GWJN

 Beware!

Beware!

While I was driving on one of the streets of Accra recently, a colleague drew my attention to a man who was busily washing his hands in water that had collected on the shoulders of the road as a result of a downpour the previous night.

Naturally we were all intrigued by the sight we beheld and starred earnestly to see what right-thinking person would be doing an act we viewed as very strange.

Imagine our relief when we found out a short while later that it was after all, a mentally challenged person. It was not strange to us anymore, which confirmed to us that no sane person would perform such act without thinking of the repercussions.

My colleague then commented that whereas the man we saw might not suffer later from that act of washing his hands with dirty and contaminated water, any other healthy person might be plagued with some diseases later. That is however debatable because when germs enter the blood stream, the result is an illness, whether immediately or later.

Washing of hands

But while no one may want to wash his or her hands with dirty or contaminated water like the mentally ill man, worldwide, people rinse their hands with water, in the common belief that rinsing with water alone results in clean hands because it removes visible dirt.

Nonetheless, many studies have found that rinsing one’s hands with water alone is significantly less effective in removing germs than washing them with soap.  Washing the hands with soap, however, is seldom practised.

Research reveals that the observed rates of handwashing with soap at critical times (after using the toilet or cleaning a child’s bottom and before handling food) around the world, in industrialised and developing nations, ranges from zero to 34 per cent.

Low rates of handwashing are rarely caused by a lack of soap. Soap is present in the vast majority of households worldwide, but it is commonly used for bathing and laundry, not for handwashing.

Lack of water is usually not a problem either, as the hands can be effectively washed with little or recycled water. In studies around the world, one major reason for a small number of people washing their hands with soap is that this is simply not a habit.

Global Handwashing Day

It is in view of these, that Global Handwashing Day (GHD) has been instituted and is held annually on October 15. It is a worldwide celebration of handwashing with soap that aims to foster and support a global and local culture of handwashing with soap; shine a spotlight on the state of handwashing in each country and raise awareness about the benefits of handwashing with soap.

Global Handwashing Day, originally created for children and schools, is endorsed by a wide array of governments, international institutions, civil society organisations, NGOs, private companies, and individuals.

Over one billion people in over 100 countries around the world including Ghana are estimated to have marked the day this year, which has as its theme: “The power is in your hands.”

In Ghana, this year’s national commemoration was held at the Jumapo Methodist Park near Koforidua, Eastern Region with the theme: “Saving Lives Through Handwashing: The Power is in your Hands”

Handwashing behaviour in Ghana is an issue

According to Mrs Theodora Adomako – Adjei, Extension Services Coordinator, Community Water and Sanitation Agency (CWSA), although Ghanaians generally allege that they wash their hands with soap after using the toilet or cleaning up a child who has defecated and before handling food, eating or feeding a young child, the observed rates of people washing their hands with soap are very low.

According to the Extension Services Coordinator, that is not one of the cherished hygienic practices in Ghana, because it is common to find people using their hands unhygienically and going ahead to use the same contaminated hands to eat and serve others with food.

She maintains that “In Ghana the foods we like most include: Kenkey, Banku, Fufu, Tuo- Zafi and Ampesi and that while “the preparation processes of these foods involve vigorous use of the hands, most Ghanaians also enjoy eating these foods with their hands.”

“It is amazing what Ghanaians use their hands for, apart from using them to cook and eat. Some of the uses of hands are: cleaning of the bottom after using the toilet, picking of the nose, cleaning the ears, scratching itchy parts of the body, rubbing eyes, cleaning mucus from the nose, coughing and sneezing into the hands, scratching the hair, handling money and touching contaminated surfaces, among others,” Mrs Theodora Adomako–Adjei said.

She indicated that it is common to find food vendors using their bare hands to dish out food, adding “some people buy boiled eggs and ask vendors to remove the shells; roasted groundnut sellers remove husks from the groundnut with their hands and after that blow the husks away – A sure and easy way of contamination through droplets from the mouth.”

Mrs Theodora Adomako-Adjei expressed worry that after using the hands to do the things aforementioned, most people do not wash the hands before handling food and caterers may not wash their hands before, during and after cooking.

Why it isn’t enough to rinse the hands with water alone

It has been found that the more common practice of rinsing the hands with water alone is significantly less effective than washing the hands with soap.

This is because fecal germs lodge in the natural oils of hands, and water alone will not dislodge them. Using soap, therefore, adds to the time spent washing, removes the oils carrying most germs, and leaves hands smelling pleasant.

Washing the hands with water alone means the germs or pathogens are still present and would be ingested with the food eaten.

The “critical moments” when hands should be washed with soap

Hands should be washed with soap after using the toilet or cleaning a child’s bottom and before handling food – e.g., before cooking, eating and feeding a child.

The “correct” way to wash hands

Experts say proper handwashing requires soap and only a small amount of water. Running water from a tap is not necessary; a small basin of water or “Tippy Tap” – cans or plastic bottles that release just enough for a clean hand wash each time they are tipped – is sufficient.

They say a person should cover wet hands with soap; scrub all surfaces, including palms, back, between the fingers, and especially under fingernails for about 20 seconds; rinse well with running water rather than still water, and dry on a clean cloth or by waving in the air.

Diarrhoeal disease

The World Health Organisation (WHO) estimates that diarrhoeal infections claim the lives of 1.87 million children under five each year, making diarrhoea the second most-common cause of death among children under five.

Diarrhoeal diseases are often described as water-related, but more accurately, they are excreta-related since the germs come from faecal matter. These germs make people ill when they enter the mouth through hands that have been in contact with faeces.

According to the WHO, washing the hands with soap breaks the disease cycle. In 2005, Fewtrell et al. 2005 (a hygiene research), compared the effectiveness of washing the hand with soap to reduce diarrhoea-related illness to other interventions.

Acute respiratory infections

Acute respiratory infections such as pneumonia are another primary cause of child deaths, which handwashing reduces by removing respiratory pathogens (germs) found on hands and surfaces, and by removing other pathogens found to cause diarrhoea and respiratory symptoms. Evidence suggests that better hygiene practices – washing hands with soap after defecation and before eating – could cut the infection rate by about 25 per cent.

A study in Pakistan found that washing the hands with soap reduced the number of pneumonia-related infections in children under five by more than 50 per cent, as well as skin infection – impetigo – by 34 per cent.

Intestinal worm infections

Research further shows that washing the hands with soap reduces incidents of infections like intestinal worms, especially ascariasis and trichuriasis.

Benefits Beyond Health – The cost-effectiveness of handwashing

Handwashing with soap is the single most cost-effective intervention and it reduces disability-adjusted life years (DALYs) related to diarrhoeal diseases by a significant margin. Research shows that every $3.35 invested in handwashing programmes prevents one disability-adjusted life year (DALYs).

In comparison, gaining that same year by promoting latrines would cost $11, and promoting household water connection would cost more than $200. Failing to invest in handwashing promotion, therefore, means missing very inexpensive life-saving opportunities.

Writer’s email: edmund.asante@graphic.com.gh

FACTS

         Each year, diarrhoeal diseases and pneumonia together kill two million under-five aged children in developing countries.

         Children from 20 per cent of the poorest households are more than 10 times as likely to die as children from 20 percent of the richest households.

         The hands are the principal carriers of disease-causing germs.

It is estimated that washing the s with soap could avert one million of those deaths.

         Washing the hands with soap after using the toilet or cleaning a child and before handling food can reduce diarrhoeal disease cases by nearly one-half and those of respiratory infections by about one-quarter.

This article was first published by the Daily Graphic on October 21, 2013

October 26, 2013

Cassaca (Guinée –Bissau): Les Femmes soulagées du fardeau de la soif

José Augusto Mendonça (Guinée –Bissau)

Bomba que abastece os alunos da Escola

 

 

 

 

 

 

 

 

La corvée d’eau des femmes locales de Cassaca  de la région de Tombali , au sud de la Guinée -Bissau est désormais un triste souvenir.  Alors qu’elles parcouraient de vastes distances pour aller à la recherche de l’eau dans les puits traditionnels, s’exposant ainsi aux maladies diarrhéiques, aujourd’hui, c’est du passé. 


Ceci pour la simple raison qu’elles ont bénéficié de la réalisation de deux puits d’eau par l’UNICEF grâce au plaidoyer des étudiants et de la population de cette localité qui dispose également d’un centre de santé. Les deux pompes sont alimentées par un réservoir en plastique d’une capacité de 5000 litres pompés grâce à un système d’énergie produite par un panneau solaire.
Le jeune Aua Biai , 20 ans, mère de trois enfants , nous raconte les difficultés auxquelles ils étaient confrontés. «Souvent, nous avons dû emmener les enfants à l’hôpital à cause de maladies diarrhéiques qui ont eu , parce qu’il n’y avait pas d’eau et nous avons été obligés de consommer l’eau du puits que nous allions chercher de longues distances. “Selon Abulai Turé âgé de 32 ans,  il n’y a aucun doute que l’installation des pompes a permis l’amélioration de la situation en termes de besoins de base de 45 familles qui y vivent. Les femmes se sentent maintenant plus soulagées de leur corvée d’eau. Déjà, la pompe installée dans l’école  permet aux élèves de se laver les mains avant et après les repas et l’utilisation des latrines et pour leur propre consommation. Une véritable révolution dans cette localité. Parce que les élèves étaient condamnées à consommer l’eau du puits. «La demande était telle que l’eau venait parfois à tarir dans les puits », a déclaré le directeur de l’école de base unifiée Cassaca , Sadibo Tcham qui dit aujourd’hui être satisfait de ce «progrès pour la localité.
520 écoliers fréquentent cette institution éducative
Le premier indicateur montrant  l’importance de la pompe dans l’école est que nous avons assisté à une réduction drastique du taux de maladies liées à la consommation d’eau chez les enfants qui fréquentent l’école. Cette observation a été corroborée par l’infirmière en chef du Centre Cassaca santé.  «Il y avait une  prévalence de la diarrhée et des crampes abdominales, mais ces derniers temps on voit une régression “, a déclaré Badjana Albino dont le centre bénéficie de la même eau, grâce à l’interception sur le canal reliant l’école à la pompe.

Les deux pompes sont gérées par le directeur de l’école, Sadibo Tcham . Toutefois, il a précisé qu’un calendrier a été mis en place pour l’usage public et les populations ont l’obligation de payer de 25 francs à chaque fois pour prendre de l’eau.

Notons que la population a été active dans la construction des pompes, car des jeunes ont été mobilisés par les anciens durant deux semaines.

October 23, 2013

Journée Internationale de lavage des mains au Niger: Le REJEA sensibilise des acteurs pour une bonne hygiène à l’école

Laouali  Boubacar (Niger)

photo atelier   

     

 

 

 

 

En prélude à la célébration de la Journée Internationale de lavage des Mains        édition 2013 , prévue le 15 octobre dont le thème est « le pouvoir est dans vos  mains »,  le Réseau Nigérien des Journalistes pour l’Eau l’Hygiène et l’Assainissement (REJEA) a organisé du 9 au 10 octobre 2013 à la maison de la presse de Niamey, un atelier de sensibilisation et de renfoncement des capacités des Animatrices des émissions culinaires des télévisions, des vendeuses d’aliments au niveau des écoles et les responsables des services communaux d’hygiène et d’assainissement.

Cet atelier qui a bénéficié de l’appui de l’ONG Internationale WaterAid est organisé en collaboration avec le Bureau Santé Scolaire du Ministère de l’Enseignement Primaire, de l’Alphabétisation de la Promotion des Langues Nationales et de l’Education Civique et la Direction de l’Hygiène Publique et l’Education pour la Santé du Ministère de la Santé Publique dont l’objectif principal est d’encourager le lavage des mains au savon dans les ménages, les établissements scolaires et les lieux publics.

Dans son discours, le Président du Réseau Nigérien des Journalistes pour l’Eau l’Hygiène et l’Assainissement (REJEA), M. Ousmane Dambadji, a rappelé les objectifs dudit atelier qui entre dans le cadre des actions de sensibilisation et de plaidoyer que mène depuis quelques années le REJEA. A cet effet, l’ONG Internationale WaterAid à travers son représentant a tenu à  rassurer les membres du REJEA de la totale disponibilité de son institution à accompagner toutes les initiatives allant dans le sens d’améliorer les conditions de vie des populations à travers l’accès à l’eau potable et aux infrastructures d’hygiène et d’assainissement. Retenons que durant deux jours, ce sont plus de trente cinq (35) participantes et participants venus de plusieurs télévisions et arrondissements communaux qui ont été édifiés sur des thèmes variés tels que l’hygiène du milieu , l’hygiène de l’eau , l’hygiène corporelle et vestimentaire ou encore l’hygiène alimentaire.

A l’issue des travaux les participantes et participants ont formulé des recommandations :

A l’endroit des Partenaires Techniques et Financiers

–         De continuer d’appuyer le REJEA en vue d’un vaste programme de sensibilisation et d’information des journalistes et autres acteurs intervenant sur les questions d’hygiène et d’assainissement à l’échelle nationale.

A l’endroit des Collectivités

–         Veiller à l’application des textes relatifs à la promotion de l’hygiène et l’assainissement ainsi qu’à la préservation de l’environnement.

A l’endroit des Médias 

–         Poursuivre la promotion des questions d’hygiènes et d’assainissements à travers les médias

October 22, 2013

Journée mondiale de l’hygiène des mains : La direction de l’Assainissement assure la promotion du lavage des mains

Paule Kadja TRAORE (Sénégal)

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Des milliers d’enfants de moins de cinq ans  meurent chaque année e de maladies diarrhéiques et de pneumonies. Pourtant, le lavage des mains des avec du savon peut aider à réduire l’incidence de ces maladies. D’où l’ambition de la direction de l’Assainissement d’introduire dans le programme scolaire des séances de lavages des mains avec du savon.

Dans les pays en voie de développement la prévalence des infections nosocomiales se situe entre 40 et 50 %. Selon une étude de l’Organisation mondial de la santé (Oms) datant de 2010, dans ces pays, 3,38 % des enfants meurent chaque jour d’infections nosocomiales.
Au Sénégal, même si des statistiques réelles n’existent pas encore pour cerner l’ampleur du mal, des informations en provenance d’une étude réalisée en 2010 font état de 6,95 % et 3,9 % des cas d’infections nosocomiales recensées respectivement dans les hôpitaux de niveaux 2 et 3. Pour vaincre ce fléau, la journée mondial de lavage  a été instituée en 2008 par l’Oms. Célébrée tous les ans durant la journée du 15 octobre, cette initiative vise à sensibiliser les populations à l’importance du lavage des mains au savon. Ce geste considérée comme moyen de prévention efficace et abordable des maladies.

Selon les spécialistes, le lavage des mains avec du savon permet de réduire l’incidence de la diarrhée de près de 50 pour cent et celle des infections respiratoires de près de 25 pour cent.
Selon le directeur de l’Assainissement Adama Mbaye, que nous rencontré ce mardi, à l’occasion de la commémoration de ladite journée, en Afrique, plus de 5 mille enfants de moins de cinq ans décèdent chaque année des suites d’une maladie diarrhéique due à l’utilisation d’eaux contaminées… alors que le «remède» est connu et simple à mettre en œuvre: se laver les mains après avoir été aux toilettes ou avant de manger. Pour lui, le lavage des mains avec du savon est le moyen le plus efficace et le moins coûteux de prévenir les maladies diarrhéiques et les pneumonies. C’est pourquoi soutient-il « Il est important d’instaurer de bonnes habitudes d’hygiène dès le bas âge est primordial pour la protection des enfants contre les maladies et la mortalité ». Selui, M. Mbaye pour lutter contre ce fléau, son département en dehors des manifestations marquant la  célébration de la Journée du lavage des mains, prend de plus en plus d’initiatives  afin de changer les mentalités et les principes d’hygiène de base. Il ambitionne également d’introduire en collaboration avec le ministère de l’éducation des moments réservés à l’apprentissage du lavage des mains avec du salon. Ce, en vue de les habitués à répétition régulièrement ce geste «sauveur». Car, d’après lui, plusieurs études menées ces dernières années, ont révélé que le lavage des mains est une des plus efficaces et des moins couteuses mesures de prévention contre les maladies dans les foyers, dans les écoles, dans les lieux publics, représentant ainsi la pierre angulaire de la santé publique. «Se laver les  mains avec de l’eau n’est pas suffisant, l’utilisation de l’eau et du savon à des moments critiques, peut améliorer considérablement la santé publique» précise-le directeur de l’Assainissement.

October 21, 2013

Préparation du Forum de Haut Niveau (FHN) 2013 : EAA-Bénin sonne la mobilisation des acteurs du secteur

Alain TOSSOUNON (Bénin) 

Photo 1Après la conférence  de presse et la rencontre avec le patronat, c’était le tour des acteurs du secteur de l’eau, l’hygiène et l’assainissement du Benin, de prendre connaissance des grands enjeux du prochain Forum de Haut Niveau (FHN) sur l’eau et l’assainissement  d’Abidjan. Une occasion pour EAA-Bénin de lancer un appel à tous pour une participation massive des acteurs du Benin à ce rendez-vous de l’espoir pour une eau et un assainissement pour tous en Afrique. C’était le 18 octobre à la salle de formation Xavier Cogels au siège de l’institution.

En ouvrant cette séance avec les représentants des structures intervenant dans le secteur (Ministère du développement, Ministère des finances, Direction Générale de l’eau, Direction Nationale de la Santé Publique, SONEB, SNV, PNE-Bénin…) qui ont répondu à l’appel, la Représentante-Résidente de l’Agence intergouvernementale Eau et Assainissement pour l’Afrique au Bénin (EAA-Bénin), Ndèye Coura Ndoye, a une fois encore rappelé toute l’importance que revêt le prochain Forum de Haut Niveau. Il s’agit en effet, de sonner la mobilisation des investissements à travers la coopération sud-sud qui sera le thème principal de cette 3e édition. Pour le Chef division et Appui aux programmes, Edmond Attakin, les résultats mitigés dans la mise en œuvre des engagements politiques dans l’HAEP, le gap en matière de financement du secteur, l’insuffisance dans le partage des connaissances, l’insuffisance de capacités techniques au niveau du secteur qui font que 300 millions d’Africains sont encore sans eau et 640 millions sans assainissement, expliquent l’organisation annuelle de ce forum. Rencontre multi-acteurs par excellence, le forum reste une plateforme de prise de décisions concrètes et offre des opportunités d’affaires et d’investissement. Et pour cette 3e édition,  EAA qui compte actuellement 32 pays membres, en dehors de la table ronde entre les Ministres sectoriels eau et assainissement, les ministres en charge des finances et les partenaires, un panel de chefs d’Etats sera organisé pour les amener à prendre des décisions concrètes et hardies en faveur de l’accès à l’eau et a l’assainissement. Ainsi, pour lui, le Benin a l’instar des autres pays africains ne devrait pas manquer ce rendez-vous et doit se faire représenter pour saisir les opportunités qu’offre ce forum.  Dans sa présentation, Edmond Attakin a aussi retracé le riche parcours de EAA qui totalise un quart de siècle d’intervention avec à la clé, des résultats probants. Au Bénin, a-t-il indiqué, l’institution a aussi enregistré des résultats satisfaisants. Au nombre desquels, il a mentionné l’extension du réseau de la SONEB sur au moins 20.000 mètres  avec réalisation de 100 Bornes fontaines, la réalisation et la distribution de 1500 Postes d’Eau Potable et de 2500 lave-mains dans les écoles et au niveau des vendeuses de denrées alimentaires, la réalisation de plus 7000 latrines familiales et de 250 latrines institutionnelles de démonstration tous types confondus (Mozambique type CREPA, VIP, ECOSAN, etc.) et le renforcement des capacités de 1500 professionnels du secteur…Au total, EAA-Bénin a investi environ Dix milliards et réussi à toucher à travers ses interventions, directement plus de 1,5 millions personnes. Avant un débat général, Zita Tomety de EAA-Bénin, a partagé avec tous les participants, les conditions de participation au forum et les modalités pour le sponsoring ainsi que la possibilité qu’offre le forum à chaque pays pour animer un stand.

photo 2Manifestant leur intérêt pour cet évènement, les représentants des structures ont posé des questions relatives au déroulement du forum, la possibilité pour chaque pays de faire une présentation ou encore les retombées du forum de 2012. Réagissant après les réponses et l’éclairage du staff de EAA-Bénin, la Représentante-Résidente, Ndèye Coura Ndoye, a indiqué que le forum de Dakar a permis d’ouvrir les portes des financements alternatifs. Elle a évoqué le cas récent de la Guinée qui a décroché un financement avec des partenaires indiens sans oublier le Think Tank Africain qui constitue un grands succès pour la mobilisation des fonds qu’il permet. Apres les solutions qui existent, « la question du financement est devenue incontournable », a-t-elle soutenu.

Dernier point de cette séance, les participants ont pris connaissance du canevas du mémorandum avant de proposer  un comité restreint qui s’est donné un plan de travail pour permettre au Bénin d’être prêt avant le forum.

La rencontre a pris fin sur une note de satisfaction avec des acteurs désormais sensibilisés et mobilisés pour le Forum attendu pour poursuivre les réflexions et faire avancer la question de l’accès de tous les Africains  à l’eau et  à l’assainissement.

October 21, 2013

Lancement de l’initiative THINK TANK au Sénégal : Un réservoir d’idées pour des solutions africaines aux défis de l’assainissement

 Idrissa SANE (Sénégal) 

Au commencement est l’idée. Au bout de chaque innovation, se trouve le progrès. Voici qui justifie le lancement du Think Tank dans plusieurs pays africains. Le canal d’expression de cette mutualisation de la matière grise est le secteur de l’Assainissement. L’initiative tourne la page de la transposition des techniques et technologues étrangères en matière d’accès à l’assainissement. L’Afrique veut être à l’avant-garde de la recherche de réponses à ses problèmes d’assainissement.

L’idée est le moteur du progrès dans tous les domaines où l’homme est appelé à exceller afin de changer qualitativement son quotidien. Le réservoir de formules et de concepts est plus que jamais de saison, dans un contexte africain de l’incontournable marche vers l’émergence technique, économique, technique et sociale. Ces principes donnent un sens à l’initiative commune lancée la semaine dernière dans plusieurs pays africains. Le champ d’exploration de cette mutualisation de la matière grise est l’assainissement. « Le projet Think Tank constitue une innovation pour l’Afrique dans la mesure où, jusqu’à présent, il n’y avait pas une réflexion africaine poussée dans ce domaine. L’idée de Think Tank est de créer un réservoir d’idées, de concepts dans ce domaine de l’assainissement pour permettre à l’Afrique d’avoir son approche sur l’assainissement », schématise le Directeur intérimaire de l’Agence intergouvernementale panafricaine pour l’Eau et l’Assainissement (Eaa), Dr Bécaye Sidy Diop. Il est apparu que le continent noir est absent de la réflexion sur la recherche de solutions aux problèmes d’assainissement. Par conséquent, l’Afrique reste confinée dans le rôle de consommatrice de techniques, de technologies exotiques éloignées des réalités socioculturelles africaines. Les cloisons tombent pour valoriser les réponses aux équations du même milieu. « Le Think Tank devrait aider à pousser plus en profondeur ces types de réflexion pour avoir, au bout, quelque chose qui sied le plus à l’assainissement, à nos besoins et à nos réalités », défend Dr Bécaye Sidy Diop.

Ce nouveau cap dans la formulation de solutions corrige une extraversion à la facture très onéreuse en matière de développement. En effet, l’absence d’une réflexion portée par les Africains est, à ses yeux, l’une des causes profondes du retard africain en matière d’accès à l’assainissement. Aujourd’hui, seul le Rwanda atteindra les OMD dans ce secteur. Faut-il continuer avec les mêmes paradigmes, avec les mêmes méthodes et technologies ? La réponse du Dr Diop est sans équivoque. Il faut une rupture sans renier les bonnes pratiques, y compris celles qui seraient importées. « L’initiative Think Tank est le fait de vouloir mettre ensemble toutes les potentialités africaines pour définir, de manière participative et consultative, la meilleure approche, la démarche appropriée, les outils acceptés socialement qui peuvent faire l’objet d’un portage local, d’un portage politique pour pouvoir être mieux défendus », détaille le chef de bureau politique de EAA-Sénégal, Nfally Badiane. Pour lui, l’ambition de cette initiative est, d’une part, évoluer vers la capitalisation du potentiel africain et, d’autre part, impulser un nouvel élan pour leur mise en cohérence. La participation des bénéficiaires figure en bonne place dans le programme Think Tank financée par la Fondation Bill et Melinda Gates. « Lorsqu’on inclut tous les acteurs à tous les niveaux, les collectivités locales, les ménages et d’autres structures, ils peuvent définir quelque chose de manière consensuelle », avance Nfally Badiane.

De ce réservoir, pourraient jaillir des idées et des arguments devant aider les acteurs et les partenaires techniques à dérouler des actions de plaidoyer pour allocation conséquente des ressources financières destinées à l’assainissement. « Il est aujourd’hui impératif, pour des questions de santé publique, que les questions d’assainissement soient mises en avant », formule Nfally Badiane.

L’accès à l’assainissement reste une équation à travers le monde où l’on dénombre 2,5 milliards de personnes qui sont privées d’installations sanitaires appropriées. Le tableau de l’Afrique n’est pas aussi reluisant.

October 21, 2013

Journée mondiale de lavage des mains : Hann-village s’accroche à la fréquence habituelle

Idrissa SANE (Sénégal) 

Dans ses habits d’un quartier précaire, Hann-village se réveille dans l’effervescence des préparatifs de la fête de Tabaski, ce dimanche 13 octobre, à 9 heures. Au-dessus, de son quai de débarquement, les vendeuses, les pêcheurs ne soucient  du lavage des mains qu’avant les repas et après les toilettes.

L’arrêt car-rapide du rond-point Capa de Yarakh est noir de monde. Des femmes, des  jeunes filles et des garçons, des hommes se bousculent dès qu’un bus, ou un car, en partance  pour  l’intérieur du pays s’immobilise. Tout le monde est pris de l’étreinte sociale, du moment : les préparatifs de la fête de Tabaski. Nous descendons une ruelle sableuse. Et nous voici, dans une cours d’une maison. Une femme du nom de Ndèye Diop, teint noir, la chevelure défrisée, a sa fille à l’œil. Elle lave les bols. Ici, dans une famille, les conditions de vie ne déteignent  pas sur des comportements hygiéniques.  « Tout le monde sait si l’on se lave les mains, on a moins de chance de contracter les maladies care ce sont les mains qui transportent les microbes. Je peux dire que l’école a beaucoup contribué à inculquer ces comportements à nos enfants. La famille a prolongé cette éducation car les enfants se lavent les mains avant de manger et après et aussi après les toilettes », confesse Ndéye Diop. Elle se garde de donner les détails appropriés pour ce geste. « En général, nous utilisons l’eau et le savon », se contente-t-elle de dire. Les spécialistes conseillent de rincer entre les doigts.

Une ruelle serpente entre les maisons couvertes de zincs. De part et d’autre, des femmes écoulent des friandises, des détergents.

Des  murs humides ou des zincs rouillés isolent des petites maisons, çà et là. Ces clôtures ne brisent pas les relations entre les habitats de ce quartier. Ici, les personnes se prennent le temps de se saluer, de se serrer la main, de fraterniser. L’atmosphère est très détendue, au quai de poissons. Deux dames, dans un air blague cherche à convaincre une cliente. « Ces poissons viennent fraîchement d’être débarqués venez voir », lance une dame enveloppée dans un « wax » aux couleurs de bleu de nuit. Les dorades étalées sur le sable fin noirâtre, la tête voilée, Ndèye Diéguène, évalue le prix de vente de sa marchandise. Au milieu de ce tumulte, de cette effervescence, beaucoup n’ont pas de temps, à consacrer aux lavages de main. La recherche du profit prime sur tout. « Après chaque vente, nous plongeons notre main dans un pot d’eau. Mais cette eau n’est pas renouvelée. Par contre à la maison, c’est un geste que nous apprenons à nos enfants, même si de nos jours, les chefs de ménages n’ont pas suffisamment de temps pour cela », confesse cette vendeuse de poissons.

Près du rivage où d’autres pirogues viennent d’accoster, les jambes et le buste trempés jusqu’aux os, Mbacké Diop, décape des glaçons d’une glacière. L’homme de courte de taille n’accorde pas manifestement d’intérêt aux lavages des mains. Il  nous prête l’oreille pour bien saisir notre interpellation. Cette attitude est indicatrice  de la banalisation du lavage des mains. « Je ne lave pas mes mains de façon régulière. Je le fais surtout avant de manger », dit-il. Sur son rond visage ne transparaissent pas les conséquences de la salubrité des mains. Surtout dans cet endroit, où ils reçoivent des billets d’argent venant toutes les mains. Au bord cette rive, où déferlent les vagues sous l’effet de la brise, Samba Fall, sur  ses béquilles, âgé de 23 ans, prend la distance  distances par rapport à Mbacké Diop. Lui comme la plupart des jeunes ont sensibilisés par leurs enseignants. « Si l’on se lave les mains de façon régulière, on a plus de chance de ne pas tomber malade. Je me lave régulièrement les mains après les toilettes et avant de manger », confie ce jeune garçon.

Le drame de l’ignorance fait proliférer la vulnérabilité des couches démunies dans ce quartier précaire de Dakar, situé pourtant sur la frange industrielle. Sur un ton aux allures ironiques, un vieux usager de la mer rit sous cape lorsque nous lui avions demandé la fréquence journalière de lavage de ses mains. « Nous sommes en Afrique mon fils. Ici, la tradition veut que lorsque vous vous saluiez que vous vous serriez les mains. Si après chaque salutation, il faut se laver les mains, on ne travaillera pas », ironise le pêcheur. Du reste, il est impérieux  plus que par le passé, de vulgariser ce comportement au regard de son impact dans la prévention des maladies. Il est aujourd’hui reconnu que ce comportement hygiénique brise la chaîne de transmission des affections.

October 8, 2013

Appui de PROTOS à l’exercice de la Maîtrise d’Ouvrage Communale dans le secteur AEPHA : Leçons d’un apprentissage à parachever

Alain TOSSOUNON (Bénin)  

Jetées à l’eau au lendemain de leur installation en 2003, les communes devenues nouveaux maîtres d’ouvrage dans le secteur de l’Approvisionnement en Eau Potable, Hygiène et Assainissement (AEPHA), étaient condamnées à apprendre à exercer cette compétence. Comme tout apprentissage, l’exercice périlleux au début, a été soutenu aux premières heures par l’appui de PROTOS qui a fait le pari de les accompagner dans leur nouveau rôle. Près de dix ans après, si l’apprentissage laisse un goût d’inachevé, les acteurs communaux comptent leurs nombreux acquis. Mais, en attendant un exercice total et effectif, les communes et PROTOS toujours en facilitateur, devront désormais faire face aux défis du futur, pour consolider ces acquis et faire des collectivités locales, de véritables maîtres de leur propre destin.

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Un saut dans l’inconnu. C’est bien l’image vraisemblable de l’aventure de l’ONG PROTOS avec les communes après les premières élections locales en 2002 suivies par l’installation des conseils communaux en 2003. Rendues fonctionnelles à la faveur de la mise en œuvre de la décentralisation, les communes devaient dès lors passer à l’action en exerçant, comme les textes l’ont prévu, les compétences qui leur ont été transférées par l’Etat central. Au nombre de ces compétences, figure en bonne place la Maîtrise d’Ouvrage Communale (MOC) dans le secteur de l’Approvisionnement en Eau Potable, Hygiène et Assainissement (AEPHA) en référence à la Loi 97-029 du 15 janvier 1999 portant Organisation des communes en République du Bénin. L’histoire de l’appui commença en 2003 dans le département du Mono-Couffo avec le Programme «Hydraulique et Assainissement en Appui au Développement Institutionnel (HAADI)» ensemble avec l’organisation néerlandaise SNV et cinq « nouvelles » communes.

Si l’appui était pionnier pour l’audace d’entreprendre de PROTOS, ambitieux pour avoir voulu faire des communes des maîtres d’ouvrage, le contexte était pourtant peu favorable. Parce que, marqué par l’impréparation du processus de transfert de compétences aux communes qui, pour beaucoup d’observateurs, ont été laissées à elles-mêmes au début de la décentralisation avec toutes les exigences qu’elle comporte.

En effet, au début de cette expérience, les communes d’intervention de PROTOS comme toutes les communes du Bénin, ont hérité sur le plan humain d’un personnel aux capacités très faibles et limitées et aux profils inadaptés (94% d’agents d’exécution et 6% de cadres de conception et d’encadrement dans les 77 communes) pour faire face aux exigences de la MOC. A cela, il faut ajouter la faible capacité financière des communes malgré l’accompagnement promis et prévu par la Loi portant organisation des communes relatif aux subventions et crédits spéciaux, mais qui malheureusement, n’a pas suivi.

Ainsi, c’est dans un contexte caractérisé par des services communaux peu préparés, des outils de gestion inexistants, des acteurs pour la plupart sans expérience dans ce secteur nouveau et maîtrisant à peine leurs missions et responsabilités de nouveaux maîtres d’ouvrage, que l’apprentissage va démarrer.

Dans un terrain presque vierge, PROTOS va alors s’engager et engager les communes de Dogbo et d’Athiémé à s’exercer à la MOC comprise comme « un processus, où plusieurs parties prenantes locales assument différentes responsabilités, qui comporte différentes étapes, de la décision politique à l’exploitation et l’entretien des ouvrages, reliant le niveau local à d’autres niveaux de gouvernement et supposant différents types de compétences (sociales, politiques, techniques) ». De façon concrète, l’aventure pour PROTOS, était de contribuer à « une meilleure appropriation de la planification et de la gestion du développement local par les acteurs locaux ; une meilleure collaboration entre les différents acteurs engagés dans le développement local en mettant l’accent sur le rôle clé de la société civile et des collectivités locales, ainsi que sur leur complémentarité. Pour réussir son intervention, l’organisation va se fonder sur le « learning by doing », afin d’amener les communes progressivement à apprendre par la pratique.

Le mystère de la MOC brisé, les communes comptent leurs acquis

Près de 10 ans d’accompagnement de PROTOS et de décentralisation après, les communes et leurs acteurs ont gagné en savoirs et en savoir-faire.

L’animateur Jérôme Agbassou de l’ONG locale chargée de l’intermédiation sociale dans la commune de Dogbo, qui a vécu les débuts de l’apprentissage raconte : « Au départ, tout se faisait avec l’assistance soutenue de PROTOS et de la SNV, même le recrutement des ONG, des petits tâcherons, les contrôleurs ». Un appui payant, puisque quelques années auront suffi pour voir les communes porter le manteau de maîtres d’ouvrage.

En matière de ressources humaines, l’expérience a porté ses fruits et les acteurs, fiers de leurs acquis ne se privent pas pour l’exprimer manifestement. « Avec mon BTS en génie civil, c’est dans le cadre du projet HAADI que j’ai découvert seulement le secteur eau et assainissement », confie Dominique Ballo, débarqué le 2 janvier 2005 à la mairie de Dogbo au poste de Chef Service Technique, avant d’ajouter « je ne me suis pas vite adapté ». Sur le plan technique comme sur le plan de la gestion financière, le défi était le même. « J’étais au point 0 en matière de gestion financière au démarrage de l’appui », renchérit la Chef Service Affaires Financières de la mairie d’Athiémé, Ida Kèdé.

Dans ce processus d’apprentissage, certains acteurs ont connu avec cet accompagnement, une véritable « transformation » en termes de capacités acquises. « Entre Dominique Ballo de 2005 et celui de 2013, il y a un grand écart. Je ne suis plus le même », signale-t-il avant d’énumérer tout ce qu’il sait désormais faire aujourd’hui : « Je connais la procédure et les différentes phases de la MOC, l’expression du besoin, la visite de terrain, l’éligibilité du projet, les étapes de la réalisation d’un point d’eau et d’un ouvrage d’assainissement ». Et de conclure, « après les programmes de PROTOS, je suis capable de monter les dossiers d’appels d’offres pour faire réaliser un point d’eau ou des latrines ». Son collègue Directeur des Ressources Financières et Matérielles (DRFM), Daniel Hounsouli, renchérit : « Au début, on avait des lacunes, mais on a appris beaucoup de choses avec les sessions de renforcement de capacités (fonctionnement des organes de passation des marchés – élaboration et gestion des contrats dans le secteur eau – budgétisation – affermage) ».

Sur le plan administratif et des procédures, la commune comme ses acteurs, a aussi gagné en capacités et en confiance. Et les premiers témoins de cette évolution ne cachent pas leurs impressions. « Il y a un certain nombre de choses qui se font actuellement par les communes. On sait faire l’identification des besoins, leur hiérarchisation, la planification », signale le deuxième adjoint au maire d’Athiémé avant de marteler : « Grâce aux ateliers de PROTOS, nous avons appris tout cela ». Dans le domaine technique, Domique Ballo souligne : « Avec les réunions de planification mensuelles et les descentes de terrain, j’ai commencé progressivement à prendre la main ». Agents et cadres comme élus, la graine semée a germé au sein des mairies.

Au total, fort de ces acquis qui forcent l’admiration, les acteurs de premier plan apprécient les pas franchis par les communes, dorénavant capables d’assumer même en partie, leurs responsabilités et leurs rôles de maîtres d’ouvrage. « On n’exerce pas encore à 100% la maîtrise d’ouvrage communale dans le secteur AEPHA. Nous sommes à 80% et aujourd’hui, on est capable de gérer à 100% », soutient l’ancien Chef Service Technique promu Directeur des Services Techniques de la mairie de Dogbo, Dominique Ballo. Un motif de fierté qui renseigne sur le niveau d’apprentissage atteint par les communes et leurs acteurs. Et pourtant, après la mise en place des communes, en matière de MOC dans le secteur AEPHA, tout était à apprendre. En dehors du contenu de la MOC qui était méconnu dans son entièreté, le secteur lui-même était nouveau pour beaucoup. Ce qui à bien des égards, rendait la tâche difficile et le chemin à parcourir très long.

Acteur de terrain ayant suivi de près les communes depuis le démarrage de leur apprentissage, le chef d’antenne de PROTOS à Lokossa, Guillaume Houinato, dresse avec les communes les acquis de cette édifiante expérience. Au nombre de ceux-ci, il compte la connaissance des étapes, le contenu des prérogatives et des rôles selon les textes de lois sur la décentralisation. De même, il souligne que les communes comprennent mieux les manuels de passation de marchés. Et au chargé de programme de PROTOS, Michiel Smet, de renchérir que « les communes ont acquis une certaine capacité en matière de réalisation des ouvrages d’eau simples et des latrines». Seulement, il précise qu’elles manquent encore des capacités pour des processus plus complexes avec des schémas de contractualisation incorporant différentes acteurs et sous-traitants.

Sur les acquis en matière de capacités, les acteurs sont tous unanimes que d’importants pas ont été faits par les communes. « Actuellement, la commune a une certaine base non négligeable. La mairie a beaucoup appris en matière de programmation, de planification, d’élaboration des dossiers d’appels d’offres», soutient la Chargée du Service des Affaires de l’Eau et de l’Environnement (C/SAAE) de la mairie de Dogbo, Stella Sossoukpè.

Désormais, aguerris sur bien des domaines, l’apprentissage fait tache d’huile dans d’autres domaines de compétences des communes et d’autres projets. « Ce que nous avons appris avec PROTOS, nous sert dans le cadre d’autres projets », soutient le DRFM de Dogbo. « Je peux dire qu’on avance. On avance même de façon sérieuse. Car, on est passé d’une étape où les communes n’avaient pas de service de développement local, pour les voir aujourd’hui se doter non seulement de ce service mais aussi d’un service technique», conclut Guillaume Houinato.

En effet, alors qu’au démarrage du processus, les communes ne disposaient que des services financiers et un secrétariat général à tout faire, elles se sont dotées progressivement des services techniques et des services de développement local, tous animés par un personnel aux profils de plus en plus adéquats. Plus encore, dans la commune de Dogbo, en dehors du service technique devenu direction technique, un service est dorénavant consacré au secteur de l’eau potable, de l’hygiène et de l’environnement. « La création de ce service est le résultat du plaidoyer de PROTOS », nous confie Dominique Ballo avant d’ajouter : « si l’appui de PROTOS n’avait pas existé, le secteur de l’eau n’aurait pas connu un tel développement dans notre commune ».

Mieux, des progrès en termes de leadership et de responsabilisation ont été accomplis. Et pour les autorités locales, le secteur est désormais de plus en plus une priorité. C’est le cas de Vincent Acakpo, l’actuel maire de Dogbo, qui a rejoint le train de l’apprentissage en 2010 mais qui déjà déclare : « Nous avons appris et compris aujourd’hui que la gestion de l’eau incombe aux mairies ». « On comprend la responsabilité des communes. Je sais maintenant que la mairie a l’obligation de donner de l’eau aux populations », rassure le deuxième adjoint au maire d’Athiémé, Gilbert BOSSOU, désigné par le conseil communal pour être leur répondant pour toutes les questions touchant au secteur AEPHA.

Il n’y a donc plus de doute. L’apprentissage laisse derrière elle de nombreux acquis. Ils vont de la connaissance et de la compréhension par les élus et les acteurs communaux, de leurs prérogatives en tant que maîtres d’ouvrage, à la maîtrise d’un certain nombre de phases de la MOC notamment la programmation, la planification, la définition de l’ouvrage, la préparation, la réalisation des travaux et la réception des travaux[1].

Face aux acquis probants qui font la fierté des communes et leurs acteurs, les secrets de cet accompagnement en marche, sont bien connus des uns et des autres. Hier comme aujourd’hui, pour les acteurs communaux, PROTOS et son équipe se sont illustrés par leur disponibilité et le dialogue avec « les apprenants » considérés dans leur rôle de maître d’ouvrage. Et pour beaucoup, cette approche opérationnelle fondée sur le contact a permis visiblement de laisser des traces. En dehors des investissements qui sont effectifs et des engagements qui sont toujours respectés, « ce sont des gens qui sont disponibles et qui font un suivi de proximité », témoigne le deuxième adjoint au maire d’Athiémé. « On n’a jamais sollicité leur appui sans satisfaction », soutient le DRFM de Dogbo. La marque de confiance et la fidélité dans l’accompagnement ont été les secrets de la réussite de l’apprentissage, qui même de la tutelle, ne laisse personne indifférent. « Si PROTOS réussit à faire bouger les communes, c’est parce qu’ils ont une approche documentée qui rappelle à chacun ses missions et ses responsabilités pour avancer dans le processus», souligne M. Agossa, Chef Service Planification et Aménagement du Territoire (C/SPAT) de la préfecture du Mono/Couffo désormais admis à faire valoir ses droits à la retraite après avoir été durant plusieurs années, l’œil de la tutelle dans le processus au sein du comité de pilotage des différents programmes et projets.

 Une marche parsemée d’embûches

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Même avec les nombreux acquis enregistrés par l’appui aux communes, l’expérience connaît des faiblesses. Si certaines sont encore liées aux acteurs communaux, d’autres ne dépendent pas directement d’eux mais sont relatives à la stratégie nationale qui évolue avec le temps.

L’une de ces faiblesses réside dans le respect de la procédure de passation des marchés. En effet, sur bien des points, la procédure n’est pas toujours bien suivie. « Les communes ont acquis l’expérience mais pour la conduire, elles banalisent certaines choses et négligent certains aspects de la procédure qui sont importants », regrette le chef d’antenne, Guillaume Houinato. De même, en ce qui concerne l’analyse des offres, la maîtrise n’est pas aussi au rendez-vous sur toute la ligne. Et, si pour certaines offres aux montants modestes, les communes conduisent entièrement la procédure, pour celles aux montants importants les acteurs communaux peinent encore à suivre la procédure. « Au niveau de l’analyse des offres techniques, qui est la partie la plus difficile, ils manquent encore de rigueur, ils n’ont pas la patience de lire toute l’offre technique. Ils démissionnent vite », signale-t-il. C’est le même constat dans l’analyse des offres financières qui exigent rigueur et doigté pour l’ensemble des vérifications qu’elle exige, car très souvent, à cette étape les membres de la commission sont saisis par un relâchement.

Un autre goulot d’étranglement demeure le manque de rigueur dans la gestion financière et comptable qui fait croire, à tort ou à raison, que sur ce plan, l’apprentissage a échoué. En réalité, si la compétence a fait défaut au début de l’expérience, on assiste beaucoup plus aujourd’hui à une légèreté et à une absence de rigueur de la part des Chefs/Directeurs financiers dans la gestion du compte bancaire, la justification des dépenses et la mise à jour des informations financières. « Pour la plupart, ils savent faire leur travail, mais il y a un manque de volonté et de motivation qui font qu’on leur fait les mêmes reproches», déplore le Responsable Administratif et Financier de PROTOS, Grégoire Dangnivo.

Cari 3   Une autre faiblesse de l’apprentissage reste la gestion et la mise en valeur des                      ouvrages. A ce sujet, les deux communes de Dogbo et d’Athiémé sont mises à rude            épreuve. Si dans la réalité, la professionnalisation des ouvrages avec le recours aux            opérateurs privés est une recommandation de la stratégie nationale, son application        sur le terrain connaît des fortunes diverses. Commencé avec beaucoup de retard, le          processus est encore en phase d’expérimentation dans bien des cas. De façon                      générale,   juste après la phase de réalisation des ouvrages, les communes ne se                  pressent pas pour prendre en mains la gestion des ouvrages. Ainsi, au-delà des                    problèmes qu’elles éprouvent à affermer la totalité des ouvrages, anciens comme              nouveaux, simples comme complexes, c’est le suivi post-réalisation qui est en cause.        Là-dessus, sans détour, Nicéphore Agossa de la préfecture n’est pas tendre avec les           communes. « Les communes démissionnent en matière de suivi, c’est en cas de casse que les mairies interviennent », s’offusque-t-il. Aujourd’hui, les communes pèchent par leur manque de suivi qui comprend également le système de maintenance et les pièces de rechange. Même le suivi de la collecte des redevances pour les ouvrages sous contrats ne se fait pas rigoureusement. En cause, la disponibilité des hommes comme des ressources pour le faire. « Le suivi est un vrai problème dans nos communes », reconnaît le deuxième adjoint au maire d’Athiémé. Et, quand bien même les services chargés de le faire sont conscients, les animateurs de ces services rechignent à le faire arguant qu’il manque la motivation (en termes de prime de déplacement et de communication). « On n’a pas une motivation spécifique pour le suivi en ce qui concerne l’eau. On a des difficultés car la communication pour le suivi de la gestion des ouvrages par exemple me revient chère. Comme cela, on a du mal à suivre ce que les délégataires paient comme redevances en temps réel», martèle la C/SAEE de Dogbo. Pour Guillaume Houinato, aussi bien pour la gestion des contrats que pour l’ensemble des activités liées à la MOC, les communes ne mettent pas en place dans leurs budgets, les moyens financiers pour la mise en œuvre des activités. « On ne voit pas les services utiliser les ressources de la commune pour leur fonctionnement. Ce qui fait que les suivis sont lents », soutient-il. Et ce n’est pas tout, les nouveaux opérateurs privés (délégataires et fermiers), entrés en scène il y a peu, attendent aussi beaucoup des communes pour convaincre les communautés à payer l’eau afin de faire prospérer leurs affaires. En définitive, peu suivi avec un faible engagement des communes et leurs acteurs, c’est tout le mode de gestion des ouvrages qui reste encore fragile.

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De même, on note des différences d’une commune à une autre au niveau de l’appropriation. Alors que dans la commune de Dogbo,elle se manifeste dans la nomenclature administrative par la création d’un service et d’un agent dédiés à la gestion quotidienne des affaires liées à la gestion du secteur, à Athiémé, on n’en est pas encore là. Plus encore, cette commune éprouve des difficultés à avancer dans le processus d’affermage des ouvrages complexes. A cela, il faut mentionner que la sédentarisation des animateurs au niveau de Dogbo permet beaucoup plus une mobilisation des communautés à la base face au défi de la professionnalisation des ouvrages et un suivi de proximité des ouvrages mieux qu’à Athiémé. Enfin, le Secrétaire Général qui demeure encore point focal AEPHA dans la commune d’Athiémé constitue une faiblesse du dispositif en termes de disponibilité. Mais, les avancées quoique relatives que connaît le secteur dans la commune de Dogbo peuvent être attribuées à la somme de plusieurs appuis dont a bénéficié cette localité depuis plusieurs années notamment avant la décentralisation avec la présence de la SNV par exemple.

Face aux écueils de l’apprentissage, des acteurs ne manquent pas d’indiquer la voie à suivre. Surtout que dans bien des aspects, ce ne sont pas les capacités qui manquent, mais la volonté d’agir pour mettre en place un système efficace de gestion post-réalisation.

Ainsi, au-delà d’un engagement très fort des maires et leurs acteurs à assumer réellement leurs responsabilités, la question de la bonne gestion des ouvrages reste toute entière. Mais avant, les communes devront redoubler d’efforts dans le renforcement de leurs administrations locales par le recrutement d’un personnel répondant rigoureusement aux profils adéquats. « La politisation de l’administration communale n’arrange pas les choses, il faut la dépolitiser et nous allons avancer », conseille également Nicéphore Agossa . Des défis pas insurmontables pour les communes. En tous cas, bien moins que celui relatif à la transparence dans la conduite de la procédure de passation des marchés.

Pour l’heure, les communes ne sont tout simplement pas encore prêtes en ce qui concerne la gestion, l’exploitation, l’entretien et le maintien des ouvrages. Sans oublier les défis liés à la résistance de certaines communautés à accepter la gestion des ouvrages (anciens) par les délégataires/fermiers et à payer l’eau pour rentabiliser les ouvrages mais aussi à la mise en place/fonctionnement des Associations des Consommateurs d’Eau Potable (ACEP) au niveau communal.

Dans le sous-secteur de l’hygiène et de l’assainissement, les défis apparaissent plus grands avec une politique nationale pas très favorable aux interventions des communes surtout dans les établissements humains, et une stratégie qui n’offre pas clairement des options de financement en matière de construction des ouvrages. Il en est de même de la gestion des latrines institutionnelles. « Nous avons des problèmes pour la gestion des latrines dans les marchés », confie le deuxième adjoint au maire d’Athiémé.

Même si le contexte a évolué, l’apprentissage reste à achever, notamment au regard des nouveaux enjeux ou problématiques qui apparaissent dans le secteur. Car, s’il est vrai que les mairies ont acquis des performances dans certaines phases de la MOC (Programmation, planification et réalisation) qui leur donnent de la visibilité et qui justifient pour le moment leur engagement, des défis restent encore à relever pour l’achèvement de l’apprentissage. Cela est d’autant vrai que les types de renforcement des capacités ou d’accompagnement dont les mairies ont besoin aujourd’hui, ne sont plus de même nature que ceux d’il y a dix ans.


[1] Pour plus d’informations, consultez le lien: http://www.protosh2o.org/water-in-the-world-fr/publicaties

October 4, 2013

3e édition du Forum de Haut Niveau sur l’eau et l’assainissement d’Abidjan : EAA-Bénin rencontre le patronat

Alain TOSSOUNON (Bénin)

Afin d’inciter le secteur privé du Bénin à participer au prochain Forum de Haut Niveau et à s’intéresser au secteur de l’eau et de l’assainissement, EAA-Bénin a organisé hier 3 octobre, une séance d’échanges avec le patronat béninois. Un moment de partage d’informations qui a permis de jeter les bases d’un partenariat en devenir pour amener le secteur privé du Bénin à saisir les opportunités d’affaires dans le secteur.

EAA patronatEAA-Bénin s’ouvre au secteur privé béninois. Loin d’être une opération de charme, en introduisant cette première séance historique, la Représentante-Résidente, Ndeye Coura Ndoye, a indiqué qu’elle visait à faire découvrir au patronat, les opportunités d’affaires qui s’offrent à lui dans le cadre du Forum et au-delà, dans tout le secteur. Mais avant, à l’ occasion des 25 ans que célèbre EAA, le Chef division et Appui aux programmes, Edmond Attakin, a présenté le chemin parcouru de cette institution, hier CREPA, aujourd’hui devenue Agence intergouvernementale Eau et Assainissement pour l’Afrique (EAA). Tout en rappelant quelques dates marquant le quart de siècle d’existence de cette institution, il a rappellé qu’avec son approche multisectorielle qui permet de développer des solutions intégrées, innovantes et durables au profit des pays africains, EAA ambitionne une « Hygiène, un Assainissement et de l’Eau pour tous et pour toujours dans une Afrique prospère et rayonnante ». A son actif, elle a déjà investi 70 milliards de FCFA, donner de l’eau à 25 millions de personnes et faciliter la mobilisation de 550 milliards de FCFA pour le secteur. Au Bénin, c’est environ 10 milliards qui ont été investis par EAA-Bénin, plus de 1,5 millions de personnes directement touchées, l’extension du réseau de la SONEB sur au moins 20.000 mètres, la  réalisation de 100 Bornes fontaines, la réalisation et distribution de 1500 Postes d’Eau Potable et de 2500 lave-mains dans les écoles et au niveau des vendeuses de denrées alimentaires. Mais ce n’est pas tout. EAA-Bénin a aussi réaliser plus de 7000 latrines familiales et 250 latrines institutionnelles de démonstration tous types confondus (Mozambique type CREPA, VIP, ECOSAN, etc.) et renforcée les capacités de 1500 professionnels du secteur.

Le Forum d’Abidjan comme rendez-vous d’affaires pour le secteur privé   

En dépit de tous ces efforts, l’avènement d’une Afrique ou tous les Africains ont accès à l’eau et aux services d’assainissement étant encore loin, EAA avec les réformes engagées entend donner une nouvelle dimension à son combat. Car en effet,  300 millions d’Africains demeurent encore dans l’angoisse de la soif et 640 millions sont sans assainissement. Pendant ce temps, le gap en matière de financement du secteur se fait de plus en plus grand. Une situation que EAA s’est engagée à corriger avec l’organisation annuelle d’un Forum de Haut Niveau pour inciter les décideurs à agir vite et bien en faveur de ce secteur vital pour la santé des populations et important pour le développement des Etats. Dans cette démarche et à ce grand rendez-vous d’échanges et de partage de connaissances, le secteur privé a toute sa place. C’est le message porté à l’endroit des investisseurs béninois surtout que pour l’édition 2013 de ce forum, la coopération sud-sud sera au cœur des discussions. Et les investisseurs africains et béninois sont appelés à saisir les opportunités  qui se présenteront notamment avec la participation annoncée des investisseurs de l’Inde, la Chine, la Malaisie ou la Turquie.

Répondant à cet appel de EAA-Bénin, le représentant du patronat du Bénin à cette séance, le Directeur exécutif adjoint, Mohammed Rabiou Salouf, visiblement impressionné par les réalisations, a tout de suite sollicité EAA pour que dans les Etats, à travers leurs organisations faitières,  soit promu le Partenariat Public-Privé. Et tout en insistant sur l’environnement des affaires qui doit être propice avant tout engagement du privé, il a souhaité que le contact établi à travers la séance se maintienne. De même, il a souhaité que EAA communique mieux sur ses réalisations et son savoir-faire et à cet effet, il a suggéré une séance élargie à un parterre de promoteurs privés pour un écho plus retentissant.

Marquant toute la disponibilité de EAA à voir le secteur privé prendre toute sa place dans le secteur, la Représentante-Résidente a pris l’engagement de rendre compte et de faire le plaidoyer pour qu’au cours du forum d’Abidjan, la parole soit donnée au secteur privé pour que ses préoccupations soient partagées.   Ainsi, au-delà de cette séance, désormais, en attendant un partenariat fécond, le dialogue prometteur entre EAA-Bénin et le patronat béninois est un acquis.

October 4, 2013

EAA ajuda a capitalizar acções em prol de higiene, agua e saneamento na GB, reconhece DRH

José Augusto Mendonça (Guinée Bissau)

Image JoseBissau, 04 Out. 13 (ANG) – A presença da Agencia Intergovernamental Africana para Agua e Saneamento em África (EAA) esta a contribuir muito nas acções a favor de abastecimento da água, higiene e saneamento junto as comunidades na Guiné-Bissau.

O reconhecimento é do Director Geral dos Recursos Hídricos na conferência de imprensa conjunta organizada por sua instituição e a EAA, para assinalar os 25 anos da existência desta ultima e apresentação das actividades efectuadas.

Inussa Baldé salientou a importância desta organização pan-africana que engloba 32 países do continente, conducentes por ser um parceiro útil ao governo na implementação de acções a melhoria da situação de higiene, saneamento e abastecimento do “ líquido precioso”.

Falando sobre a efeméride, o DG dos RH manifestou que os 25 anos da EAA serve de oportunidade para fazer balanço e reflectir sobre o que a instituição fez para o país e para a África, onde ela está neste momento, entre outros.

Questionado sobre a situação do abastecimento de água potável, cuja falta se fez sentir bastante nas duas últimas semanas na capital Bissau, Inussa Baldé indicou que a situação estaria ligada a dificuldade financeira por que passa a empresa de abastecimento da energia e da Agua.

“O contexto atípico em que vivemos não favorece a isso. Falta energia eléctrica para activar as bombas de sucção nos furos de água existentes”, resumiu o DG RH que informou que o governo teria já criado uma comissão encarregue de resolver esta situação, ou seja, encontrar financiamento para compra de combustível para alimentar os grupos geradores.

Informou que no quadro dos trabalhos de diagnóstico da situação de água na Guiné-Bissau realizada pela DGRH e a EAGB, foram catalogados todos os furos de abastecimento de água em Bissau e verificaram que alguns deles estão com os geradores estragados.

“Mas neste momento em que o país se vê confrontada com o problema de cólera é necessário por a funcionar os geradores junto aos furos de água”, lembrou Inussa Baldé acrescentado que já se informou o governo sobre isso.

A concluir voltou a frisar que existe água em abundância para abastecer não só Bissau como todo o país, mas o problema reside em ter gasóleo para por a funcionar os geradores que bombeiam o líquido dos furos existentes.

Entretanto, a representante residente da EAA referiu-se as diversificadas acções levadas a cabo pela sua organização desde que se instalou no país em 1998, nomeadamente no reforço de capacidade dos actores que intervém no domínio da água e saneamento.

“Implementamos, sobretudo nas zonas de Antula um projecto chamado saneamento ecológico que consiste no uso de latrinas que conservam os dejectos e urina e que depois são transformados em fertilizantes para o cultivo”, informou Leocadie Bouda acrescentando entre outras acções, que promoveram também um programa de higiene escolar a nível do país.

De momento, no quadro da epidemia de cólera que assola o país, a EAA Guiné-Bissau, procedeu a formação de uma associação sobre a lavagem de mãos e ofereceu seus conhecimentos na aplicação do chamado Saneamento Liderado pela Comunidade (CLTS), alemã de actividades de sensibilização junto as comunidades rurais sobre a importância do saneamento e higiene.

A representante fez um resumo do percurso da CREPA (Centro Regional para o Aprovisionamento de Agua a Baixo Custo), o predecessor da actual EAA desde 1988, as actividades levadas a cabo e as reformas implementadas para melhorar suas acções no terreno em prol das comunidades.

Igualmente, informou da realização do Fórum de Alto Nível de Saneamento e Agua para Todos em África a ser organizado pelo governo da Costa do Marfim em Novembro próximo.

O referido evento, que desde 2010 vem sendo organizado em diferentes países é um fórum que reúne chefes de Estado e de governo, ministros e directores gerais ou ainda presidente de instituições ligadas ao sector e visa apoiar os executivos africanos a identificar soluções sustentáveis e inovadoras para a redução da pobreza no continente.

“Promover a cooperação dinâmica e eficaz entre países em desenvolvimento para acelerar o acesso a higiene, saneamento e agua para todos em África” é o lema escolhido para a presente edição do fórum.

October 2, 2013

Accès à l’eau potable en Afrique de l’ouest : Le nouveau rapport du GIEC mentionne les difficultés d’approvisionnent des villes côtières

  Idrissa SANE (Sénégal)                     

 Image DakarIl fallait s’y  attendre. Le 5e  rapport, du Groupe d’experts intergouvernemental sur l’évolution du climat (GIEC)  publié hier, à Stockholm dresse un tableau sombre de la planète terre. En plus de l’accélération de l’élévation du niveau de la mer, la fonte des glaces, l’insécurité alimentaire,  les scientifiques évoquent des difficultés d’approvisionnement en eau potable des villes de l’Afrique de l’Ouest situées le long des côtes. 

Le nouveau rapport sur le climat vient de confirmer les prédictions du camp des alarmistes. Si l’on se réfère  au communiqué signé par le Réseau action climat (Can) et le Réseau climat développement, la planète se réchauffe de plus en plus. A cela s’ajoute l’accélération de l’élévation du niveau de la mer consécutive à la fonte des glaces et aussi à la dilatation des eaux océaniques. «La première partie du cinquième rapport d’évaluation du GIEC montre que la planète se réchauffe, l’élévation du niveau de la mer s’est accélérée, le taux de recul de la glace dans l’Arctique a doublé, la fonte des glaciers et des calottes glaciaires est plus rapide, et les océans s’acidifient », révèle le rapport du Groupe d’experts intergouvernemental sur l’évolution du climat  rendu public, hier dans la matinée, à Stockholm. Les experts sont encore plus formels sur l’avenir de l’humanité.  La planète, affirment les scientifiques, continuera à changer négativement  si le rythme des émissions de gaz à effet de serre est maintenu.

L’Afrique de l’Ouest paiera un lourd tribut des effets néfastes des changements climatiques pour les prochaines années. Si les tendances actuelles se poursuivent, il n’y aura aucun doute que les pays de l’Afrique occidentale auront des pénuries d’eaux liées à l’évaporation, à la salinisation et surtout au coût élevé de traitement. « Pour l’Afrique de l’Ouest, les prévisions sont particulièrement sombres avec un coût élevé de l’eau et de la gestion des eaux usées à cause d’un problème de fiabilité de l’approvisionnement en eau et le risque d’inondation élevé, une diminution des rendements agricoles due à des sécheresses prolongées et plus d’inondations qui menacent la sécurité alimentaire », rapportent les experts qui soutiennent également que l’élévation du niveau de la mer va provoquer une augmentation de la salinisation et une réduction de la disponibilité de l’eau le long des côtes. De plus  le rapport note que l’élévation du niveau de la mer entraînera des pertes de 5-10 % du PIB en dépit des stratégies d’adaptation ou d’atténuation qui seront mises en œuvre.  «Ce rapport montre que la science est claire sur les menaces du changement climatique. Le débat sur les responsabilités est fini. Tout ce qui compte maintenant, c’est ce que les gouvernements ont prévu de faire avec ce rapport qui porte leurs signatures, ” a dit Emmanuel SECK, coordonnateur CAN WA, basé à Enda Energie-Environnement de Développement, dans le communiqué parvenu à la rédaction.

Le rapport du GIEC démontre qu’il est possible de maintenir le réchauffement au seuil de 2° C au niveau international. Du moins si les parties signataires respectent leurs engagements liés aux efforts de réduction des émissions des gaz à effet de serre. Les Ong signataires du communiqué renseignent aussi que les représentants des gouvernements seront à Varsovie en novembre prochain pour les négociations climatiques de l’année. Rappelons que le GIEC est un organisme intergouvernemental ouvert à tous les pays membres de l’ONU. Il a comme mission de suivre de façon impartiale et  claire les informations d’ordre scientifique, technique et socio-économique ayant trait  avec le changement climatique.

 

 

 

 

 

 

 

 

October 1, 2013

Ndèye Coura Ndoye, Représentante-Résidente de EAA au Bénin : « Il y a toujours un gap à combler en termes de financement malgré les efforts des Etats »

La RR EAA-BENINEn marge de la conférence de presse à l’occasion des 25 ans de EAA et en prélude au Forum de Haut Niveau 2013, la Représentante-Résidente de EAA au Bénin, nous a accordé un entretien pour apporter un éclairage sur le thème de de la 3e édition du Forum et les acquis de celui de Dakar. Sans détour, elle indique qu’après le développement des technologies, l’heure doit être à la mobilisation des ressources à travers la coopération sud-sud pour accélérer l’accès de tous les Africains à l’eau et à l’assainissement.

Le 3e Forum de Haut Niveau sur l’eau et l’assainissement pour tous en Afrique qui se tiendra à Abidjan, portera sur la coopération sud-sud. Pourquoi avoir choisi un tel thème ?

Cette année, il faut rappeler qu’on espère passer de 32 membres à 40. Et le forum se penchera sur la coopération sud-sud pour mobiliser davantage de ressources. Parce que la technologie existe mais les ressources font encore défaut. Il y a toujours un gap à combler en termes de financement malgré les efforts des Etats qui ont beaucoup investi. Ici, au Bénin par exemple, le Ministre en charge de la santé s’est engagé à augmenter le budget consacre à l’assainissement. Mais, il y a toujours des problèmes de mobilisation des ressources. Donc, au cours du forum, on aura à échanger sur la coopération sud-sud pour accélérer et booster l’accès à l’eau et à l’assainissement.

Peut-on dire que le forum de 2012 qui s’est tenu à Dakar a permis des améliorations dans ce secteur?

Il y a eu des améliorations. Il y a déjà avec les fora, beaucoup d’acquis en termes d’échanges d’informations. Ce qu’on peut citer surtout, c’est la création du Think Tank qui est une plateforme de réflexion sur le secteur de l’eau et de l’assainissement en Afrique. Mais, aussi il y a des coopérations qui se développent. EAA vient de signer avec un partenaire indien une convention concernant 6 pays pour un montant de plus de 250 millions de dollars. L’autre acquis de Dakar, c’est le fait que les Etats disposent de plateforme de discussion pour prendre les décisions.

Est-ce que les actions depuis 25 ans de EAA se ressentent à la base au niveau des populations ?

C’est vrai que l’ampleur ne se ressent pas comme on l’aurait souhaité au niveau des populations. Mais, il faut rappeler que la vocation de EAA n’est pas d’investir. EAA appuie les Etats à trouver des solutions et toutes les technologies existent aujourd’hui. Il y a par exemple, des dispositifs de postes d’eau potable, de lavage des mains…qui tous contribuent à assurer l’accès à l’eau, l’hygiène et l’assainissement.

 

Propos recueillis par Makéba T.et Alain T.

October 1, 2013

Après 25 ans d’intervention dans le secteur Hygiène, Eau Potable et Assainissement: EAA partage sa riche expérience et les faits marquants

Alain TOSSOUNON (Bénin)

Image 1A la faveur d’une conférence de presse tenue le 27 septembre 2013 à son siège, EAA-Bénin est revenue sur les 25 ans de vie dans le secteur AEPHA en Afrique. Un riche parcours de l’institution qui aborde un grand tournant avec les réformes entreprises pour booster l’accès de tous les Africains à l’eau et aux services d’assainissement. Une occasion aussi pour la nouvelle Représentante-Résidente, Mme Ndèye Coura Ndoye, de lever un coin de voile sur les grands enjeux de la 3e édition du Forum de Haut Niveau sur l’eau et l’assainissement pour tous qui se tiendra du 21 au 23 novembre prochain à Abidjan.

1988-2013. Le Centre Régional pour l’Eau Potable et l’Assainissement à faible coût (CREPA) devenu Agence intergouvernementale panafricaine Eau et Assainissement pour l’Afrique (EAA) a 25 ans. Un événement qui ne pouvait passer sous silence face aux nombreux acquis enregistrés par cette institution qui a développé  une expertise remarquable et reconnue dans le secteur AEPHA en Afrique.

En introduisant cette rencontre avec la presse béninoise, la Représentante -Résidente, Mme Ndeye Coura Ndoye, a indiqué qu’après 25 ans de vie et de présence dans ce secteur, l’institution a gagné en maturité. Et l’occasion de cette célébration était toute trouvée pour revenir sur les grands résultats et les faits marquants de cette tranche de vie. Ainsi, dans un exposé qui retrace les réalisations de l’institution, le Chef division et Appui aux programmes, Edmond Attakin,  a rappelé sa première vocation à sa naissance en 1988 à la fin de la Décennie internationale de l’eau. Celle de répondre aux défis technologiques dans le secteur. Un pari réussi de 1988 à 1992 et après le virage entre 1993 et 1996, les Etats vont s’approprier les programmes de CREPA lui donnant alors une dimension africaine. A l’échelle du continent, il soulignera qu’elle a mobilisé à travers les projets  et programmes, environ 70 milliards de francs FCA et facilité un apport financier de l’ordre de 550 milliards de francs CFA.

Au total, les interventions ont permis l’accès aux services d’eau et d’assainissement à au moins 25 millions de bénéficiaires à travers plus de 32 pays avec plus de 3000 acteurs outillés. A son actif, l’institution a développé une trentaine de technologies utilisées par les populations pour améliorer l’accès durable à l’eau et à l’assainissement. Et pour Mme Ndeye Coura Ndoye de conclure que durant un quart de siècle, EAA n’a jamais cessé d’œuvrer pour l’accès des personnes surtout des plus démunies à l’eau et à l’assainissement.

Toucher 50 millions de personnes d’ici 2015  Image 2

Face  aux résultats probants enregistrés, EAA compte aller plus loin entre 2011 et 2015. A cet effet, elle s’est donné pour pari d’atteindre 50 millions de personnes. Ceci grâce aux réformes engagées notamment avec la création d’organes spécialisés que sont le Groupe d’entreprises et d’investissement, le Centre de recherche et de compétence et la Fondation. Avec sa nouvelle approche d’intervention, elle entend promouvoir aussi de nouvelles stratégies commerciales de financements des services. Il s’agit par exemple de la promotion des logements sociaux intégrant les infrastructures d’eau et d’assainissement. De même, pour plus d’impacts et pour répondre à la question de la mobilisation des ressources, l’institution fait recours aux financements innovants. Une alternative payante puisque deux ans auront suffi pour déjà mobiliser plus de 22 milliards de francs CFA. Des résultats prometteurs pour cette institution qui regarde l’avenir avec beaucoup d’optimisme et qui milite pour une Afrique sans soif et avec un assainissement pour tous.

Un appel à une forte participation du Bénin au Forum de Haut Niveau d’Abidjan

Grand moment d’échanges et de décision, le Forum de Haut Niveau sur l’eau et l’assainissement pour tous en Afrique (FHN) sera organisé pour la 3e fois. Et au cours de cette conférence, la Représentante-Résidente, a rappelé que ce rendez-vous vise à accompagner les gouvernements africains dans l’identification de solutions durables et innovantes pour l’accélération de l’accès et a la réduction de la pauvreté en Afrique.  Sous le thème « Promotion d’une coopération vivante et efficace entre les pays du sud pour accélérer l’accès à l’hygiène, l’assainissement et l’eau pour tous en Afrique », cette 3e édition mettra l’accent sur la coopération sud-sud comme alternative à la mobilisation des ressources dans le contexte de crise mondiale qui frappe les pays du nord et l’économie mondiale. En plus, elle innove par l’organisation d’un panel de chefs d’Etats en plus des ministres des finances et de l’eau, pour encourager la prise de décision au niveau le plus haut. Mais aussi, faciliter le respect des engagements par les décideurs pour accélérer l’accès de tous les Africains aux services d’eau et d’assainissement. Enfin, des sessions de rencontres d’affaires seront organisées et environ 300 investisseurs des pays émergents du sud sont attendus. Le Bénin très actif dans le réseau EAA ne doit pas rater ce rendez-vous, a insisté la Représentante-Résidente tout en soutenant qu’aujourd’hui c’est le financement qui constitue un défi majeur qu’il convient de relever. Plusieurs questions témoignant de l’intérêt des journalistes pour ce secteur ont été posées et la Représentante- Résidente soutenue par ses collaborateurs, ont donné des réponses aux préoccupations des femmes et hommes de médias touchant au manque d’eau dans certaines localités du Bénin, à la participation au forum et aux interventions de EAA.

October 1, 2013

AfDB Approves US $43.27 Million for Sierra Leone’s Rural Water Supply and Sanitation Project

Submitted by Diana Coker -WASH-JN SL

The Board of Directors of the African Development Bank (AfDB) Group met on Wednesday, September 18, 2013 in Tunis and approved US $43.27 million (UA 28.845 million) to finance Sierra Leone’s Rural Water Supply and Sanitation Project, which aims to increase access to water and sanitation in the rural areas of the country. The overall goal of the project is to contribute to the Sierra Leone’s Poverty Reduction Strategy Agenda for Prosperity and achievement of the water supply, sanitation and hygiene targets set out in the Millennium Development Goals (MDGs).

The project’s specific objective is to: (i) increase sustainable access to safe water and basic sanitation in rural areas, and (ii) develop a comprehensive national framework for rural water supply and sanitation investments. The project will benefit an estimated 625,000 rural Sierra Leoneans, and result in nine percentage points increase in safe water coverage, including restored access, and at least six percentage points increase in improved sanitation coverage, besides a better managed sector and improved knowledge, attitudes and practices of the primary beneficiaries.

In his presentation to the Board, Sering Jallow, Director of AfDB Water and Sanitation Department (OWAS), revealed that the project involves five districts located in the Northern, Eastern and Southern regions of the country with a current total rural population of about 1,340,000 people, expected to grow to 1,550,000 by 2018. According to Jallow, water supply coverage varies widely among the five districts with the lowest estimated at 27% and highest at 55.7% compared to the national average of 57%.

The Project is aligned with the country’s third Poverty Reduction Strategy 2013-2017: Agenda for Prosperity (A4P), which builds on the foundation established by the Agenda for Change 2008-2012, with a vision of attaining middle-income status in 25 years through inclusive green growth. The A4P has eight reinforcing pillars namely: i) Economic Diversification; ii) Managing Natural Resources; iii) Promoting Human Development; iv) Promoting International Competitiveness, v) Employment and Labour; vi) Social Protection; vii) Governance and Public Sector Capacity; and viii) Gender and Women’s Empowerment.

The human development pillar, which focuses on addressing challenges in the water and sanitation sector, education sector and promoting healthcare, provides a perfect framework for developing and implementing the proposed Rural Water Supply and Sanitation project. The project seeks to support accelerating the achievements of the Millennium Development Goals (MDGs), especially those targets related to access to rural water and sanitation in line with the National Water Policy (2010).

The project is also in line with the Bank’s 2013-2022 Strategy, particularly with regards to its focus on rural areas as a factor of inclusion, addressing climate change issues, rural private sector development and improving water-sector governance. It supports the objectives of Fragile States Facility, as well as the Rural Water Supply and Sanitation Initiative Strategic Plan (RWSSI-SP), which aims to accelerate access to safe drinking water supply and sanitation in rural Africa in a sustainable way, with the overall goal of achieving full water supply and sanitation coverage by 2025, besides the immediate objective of meeting the MDG targets in Regional Member Countries, especially in fragile states.

It is also aligned to Bank’s Integrated Water Resources Management (IWRM) policy and Climate Risk Management and Adaptation Strategy. The project is consistent with the ADF-13 operational priorities as articulated in the Country Strategy Paper 2013-2017, especially under Pillar 2 that supports the Government’s infrastructure development agenda for inclusive green growth, with increased household access to safe drinking water and sanitation as one of the key objectives.

It will restore safe water access to 360,000 people and enable an additional 265,000 people to gain access to safe water and improved sanitation. Their Water, Sanitation and Hygiene (WASH) knowledge, attitudes and practices will be improved, in addition to increased awareness of climate change effects to safe water and sanitation, and improvement of their adaptation capacity. Development Partners coordination will also be improved resulting in more efficient and equitable utilisation of available resources. The regionally balanced selection of target districts is also intended to enhance good governance and peace.

The total cost of the project is estimated at UA 28.845 million. It will be financed by the Bank Group, United Kingdom Department for International Development (DFID-UK), Global Environment Facility (GEF) and the Government of Sierra Leone. Co-financing from DFID-UK will be GBP 5.70 million (Approx. UA 5.758 million) to be channelled and disbursed as Fragile States Facility (FSF) resources, while co-financing from GEF will be USD 4.0 million (Approx. UA 2.667). Bank Group financing comprises ADF Loan of UA 9.065 million, ADF Grant of UA 2.854 million, FSF Grant of 2.71 million and RWSSI-TF Grant of EUR 5.3 million (Approx. UA 4.607 million).

Bank Group’s portfolio for Sierra Leone consists of 10 ongoing operations at different stages of implementation, with a total commitment of UA 116.11 million.

 credit:www.afdb.org