EAA ajuda a capitalizar acções em prol de higiene, agua e saneamento na GB, reconhece DRH

José Augusto Mendonça (Guinée Bissau)

Image JoseBissau, 04 Out. 13 (ANG) – A presença da Agencia Intergovernamental Africana para Agua e Saneamento em África (EAA) esta a contribuir muito nas acções a favor de abastecimento da água, higiene e saneamento junto as comunidades na Guiné-Bissau.

O reconhecimento é do Director Geral dos Recursos Hídricos na conferência de imprensa conjunta organizada por sua instituição e a EAA, para assinalar os 25 anos da existência desta ultima e apresentação das actividades efectuadas.

Inussa Baldé salientou a importância desta organização pan-africana que engloba 32 países do continente, conducentes por ser um parceiro útil ao governo na implementação de acções a melhoria da situação de higiene, saneamento e abastecimento do “ líquido precioso”.

Falando sobre a efeméride, o DG dos RH manifestou que os 25 anos da EAA serve de oportunidade para fazer balanço e reflectir sobre o que a instituição fez para o país e para a África, onde ela está neste momento, entre outros.

Questionado sobre a situação do abastecimento de água potável, cuja falta se fez sentir bastante nas duas últimas semanas na capital Bissau, Inussa Baldé indicou que a situação estaria ligada a dificuldade financeira por que passa a empresa de abastecimento da energia e da Agua.

“O contexto atípico em que vivemos não favorece a isso. Falta energia eléctrica para activar as bombas de sucção nos furos de água existentes”, resumiu o DG RH que informou que o governo teria já criado uma comissão encarregue de resolver esta situação, ou seja, encontrar financiamento para compra de combustível para alimentar os grupos geradores.

Informou que no quadro dos trabalhos de diagnóstico da situação de água na Guiné-Bissau realizada pela DGRH e a EAGB, foram catalogados todos os furos de abastecimento de água em Bissau e verificaram que alguns deles estão com os geradores estragados.

“Mas neste momento em que o país se vê confrontada com o problema de cólera é necessário por a funcionar os geradores junto aos furos de água”, lembrou Inussa Baldé acrescentado que já se informou o governo sobre isso.

A concluir voltou a frisar que existe água em abundância para abastecer não só Bissau como todo o país, mas o problema reside em ter gasóleo para por a funcionar os geradores que bombeiam o líquido dos furos existentes.

Entretanto, a representante residente da EAA referiu-se as diversificadas acções levadas a cabo pela sua organização desde que se instalou no país em 1998, nomeadamente no reforço de capacidade dos actores que intervém no domínio da água e saneamento.

“Implementamos, sobretudo nas zonas de Antula um projecto chamado saneamento ecológico que consiste no uso de latrinas que conservam os dejectos e urina e que depois são transformados em fertilizantes para o cultivo”, informou Leocadie Bouda acrescentando entre outras acções, que promoveram também um programa de higiene escolar a nível do país.

De momento, no quadro da epidemia de cólera que assola o país, a EAA Guiné-Bissau, procedeu a formação de uma associação sobre a lavagem de mãos e ofereceu seus conhecimentos na aplicação do chamado Saneamento Liderado pela Comunidade (CLTS), alemã de actividades de sensibilização junto as comunidades rurais sobre a importância do saneamento e higiene.

A representante fez um resumo do percurso da CREPA (Centro Regional para o Aprovisionamento de Agua a Baixo Custo), o predecessor da actual EAA desde 1988, as actividades levadas a cabo e as reformas implementadas para melhorar suas acções no terreno em prol das comunidades.

Igualmente, informou da realização do Fórum de Alto Nível de Saneamento e Agua para Todos em África a ser organizado pelo governo da Costa do Marfim em Novembro próximo.

O referido evento, que desde 2010 vem sendo organizado em diferentes países é um fórum que reúne chefes de Estado e de governo, ministros e directores gerais ou ainda presidente de instituições ligadas ao sector e visa apoiar os executivos africanos a identificar soluções sustentáveis e inovadoras para a redução da pobreza no continente.

“Promover a cooperação dinâmica e eficaz entre países em desenvolvimento para acelerar o acesso a higiene, saneamento e agua para todos em África” é o lema escolhido para a presente edição do fórum.

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